MORTE EM TOBOAGUA-UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA
No dia 30 de Março do corrente o estudante Gustavo Rodolfo Alves, 14 anos morreu, e outras duas crianças ficaram feridas em virtude de acidente ocorrido no TOBOAGUA existente no Parque Balneário, na Estância Turística das Termas de Ibirá, Ibirá-São Paulo. O Toboágua já havia dado sinais de fadiga do material em outras duas oportunidades, isto pode ser verificado no equipamento, mesmo após o acidente; há uma viga de suporte da calha do toboágua que foi substituída, existem vários pontos de solda em vigas tubulares de suporte da calha do escorregador, existem suportes trincados, suportes fissurados; e ainda um sinal de cisalhamento (corte) soldado, em uma das torres de sustentação do toboágua; enfim fica claro que a tragédia estava anunciada, só não a data, as vítimas e as conseqüências. O acidente deu-se porque duas vigas metálicas tubulares de sustentação do toboágua se romperam, e simultaneamente parte da calha do toboágua se quebrou e as crianças que não conseguiram se agarrar em nada, chocaram-se contra o piso do entorno do conjunto aquático.
O fato é público e a Perícia vai confirmar, o TOBOAGUA não recebeu manutenção por meio de profissionais competentes, existem outros riscos no local tais como: fios energizados e motores em espaço de uso comum, e a administração do complexo aquático não foi suficientemente hábil no gerenciamento de seu funcionamento. O complexo esta funcionando sem Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros, porque se houvesse, teria a CORPORAÇÃO exigido laudo técnico de engenheiro habilitado, funcionava sem Salva Vidas, tem como responsável pelo complexo aquático apenas um funcionário, o jovem Ivan Bernardo de Souza, e um outro funcionário que prestava serviços como voluntário, mas sem horários definidos, pois não é remunerado pelo serviço que presta, e na oportunidade também já não prestava mais os serviços como voluntário. Resta ressaltar ainda que o tratamento químico do conjunto deixa a desejar, por ser a água bastante alcalina merece cuidado permanente, o que não ocorre; por isso caiu bastante a freqüência no conjunto; resumem-se os freqüentadores, aos poucos turistas desavisados, e às pessoas que não são sócias de clubes, ou que não tenham recursos para freqüentar parques aquáticos seguros e saudáveis. Deve-se esclarecer que existe um outro voluntário que presta serviços não remunerados à Prefeitura Municipal de Ibirá, na condição de Administrador do Parque Balneário, trata-se do Dr. Diogo Moraes de Vasconcelos Lobo, Cônsul Honorário de Portugal, em São José do Rio Preto.
O que motivou o acidente?
1º: a falta de manutenção do equipamento,
2º: a falta de um funcionário para controlar o fluxo de usuários do toboágua,
3º: a falta de sinalização de orientação quanto ao uso,
4º: a falta de socorrista ou salva vidas, pois o menino ficou agonizando até a morte, e
5º: a falta de atendimento emergencial pela ambulância, que demorou aproximadamente 25 minutos para chegar no local, para depois se deslocar 6 km até o Hospital, enfrentando uma maratona de lombadas. Talvez tudo isto esteja errado, o que está faltando mesmo, é uma Administração responsável e eficiente, no Município.
O triste é que Gustavo nos deixou, o simples custeio do funeral pelo prefeito, a indenização por danos morais e materiais devidos pelo poder público, não é o conforto que a família e os amigos desejavam, ou que desejam, a vida não tem preço, o que deve ser feito é um trabalho para que o responsável, responda civil e criminalmente pelo acidente e todas as suas conseqüências; não é justo o administrador público pecar por incapacidade e negligência, e sair ileso, pois quem sofre com isto é a família da vítima, o comercio, a hotelaria, e o povo, que será obrigado a custear as despesas com suor de seu trabalho. Vanderlei Custódio da Aparecida
O triste é que Gustavo nos deixou, o simples custeio do funeral pelo prefeito, a indenização por danos morais e materiais devidos pelo poder público, não é o conforto que a família e os amigos desejavam, ou que desejam, a vida não tem preço, o que deve ser feito é um trabalho para que o responsável, responda civil e criminalmente pelo acidente e todas as suas conseqüências; não é justo o administrador público pecar por incapacidade e negligência, e sair ileso, pois quem sofre com isto é a família da vítima, o comercio, a hotelaria, e o povo, que será obrigado a custear as despesas com suor de seu trabalho. Vanderlei Custódio da Aparecida
Major da Reserva PM

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